sexta-feira, 6 de novembro de 2009

COMEÇOU!!!


INICIAMOS A I MOSTRA GOGÓ DA EMA DE CONTADORES DE HISTÓRIAS

A arte de contar histórias é uma prática muito antiga. Através dos tempos, vem desempenhando o papel de detentora e disseminadora da oralidade, estabelecendo uma relação de afeto e encantamento com os ouvintes, abrindo passagens para diferentes mundos, permitindo-os passear por emoções, muitas vezes, nunca antes despertadas.

O contador de histórias contemporâneo recupera a oralidade de seus ancestrais, dando voz às memórias de gerações inteiras. Podendo, também, eleger seu repertório de histórias, a partir das mais diversas possibilidades que a literatura oferece. Através da sua narração, esse contador dá vida às suas escolhas, restabelecendo o fio da tradição oral, encantando e proporcionando, de forma criativa, um elo entre o ouvinte e obra literária.

Atrelada a essa nova realidade do contador de histórias, respeitando e valorizando a figura do tradicional narrador, o SESC Alagoas dá sequência a sua proposta de desenvolvimento literário voltada às narrativas orais, iniciada em 2000, numa espécie de movimento interno, envolvendo apenas funcionários da Instituição, dando origem à Trupe Gogó da Ema de Contadores de Histórias do SESC Alagoas.

A mobilização cresceu, deixou de ser íntima (só para colaboradores) e passou a ser proposta de trabalho aberta a comunidade, por meio do Núcleo SESC de Formação e Pesquisa na Arte de Contar Histórias (NUFOPES), no qual buscamos, da melhor forma possível, estabelecer uma ligação entre os que procuram na oralidade, possibilidades de conhecimentos e vivências e, aqueles que fazem de seu corpo e mente ferramentas, onde o conhecimento, fruto de pesquisas incansáveis, é repassado de pessoa em pessoa, de grupo em grupo, de comunidade em comunidade.

É com o desejo de envolver e encantar a todos que realizaremos a Mostra Gogó da Ema de Contadores de Histórias, compondo a programação da IV Bienal Internacional do Livro de Alagoas.
E como diz a Emília: “AVE AVE EVOÉ”...

Wéllima Kelly
Técnica em Literatura do SESC Alagoas

domingo, 1 de novembro de 2009

MOSTRINHA GOGÓ DA EMA DE CONTADORES DE HISTÓRIAS


As descobertas no mundo das letras é algo contínuo. Entre nossas leituras diárias, encontros do grupo e ensaios, percebemos que o mais gostoso é sentir a interação das pessoas com cada história contada. Vê sorrisos, olhares atentos, escutar palmas, enfim, tudo nos estimula para continuar esse trabalho que fazemos com amor.
Durante a IV Bienal do Livro de Alagoas não podia ser diferente. Esses dois primeiros dias de apresentações no estande foram incríveis! Recebemos escolas, instituições sociais e visitantes da feira, pessoas de todas as idades que se encantaram com a sessão de contação de histórias participando ativamente: cantando, brincando ou apenas ouvindo.
Tudo isso foi apenas o começo, pois entre os dias 05 e 08 novembro contaremos “Histórias do Velho Graça” na Mostra Gogó da Ema contemplando, assim, espetáculos de contação de histórias, além de mesa redonda e bate papo sobre a arte da tradição oral.

Confira a programação em:
http://trupegogodaemaagenda.blogspot.com/

sábado, 31 de outubro de 2009

TRUPE NA IV BIENAL DO LIVRO DE MACEIÓ


Com a Bienal do Livro, surge o momento de reunir amantes da literatura em um espaço repleto de informações e atividades que estimulam o gosto pela leitura. Em meio a esse espaço, com muito prazer, contaremos histórias.
Nossa felicidade não tem tamanho. Estamos em um período de intensa atividade, já apresentamos de canto a canto do nosso estado e fora dele. Então, participar de um evento tão importante é um privilégio.
Para nos alegrar ainda mais, iremos trocar informações por meio de oficinas e bate-papos com outros contadores na Mostra Gogó da Ema de Contadores de Histórias, que será realizada no período de 05/11 a 08/11. Além disso, iremos apresentar “Histórias do Velho Graça”, no dia 07/11 (sábado) no Auditório do Centro de Convenções.
Mas já iniciamos apresentações na Mostrinha Gogó da Ema de Contadores de Histórias que será até amanhã (01/11), no estande do SESC, das 10h às 17h, para o público sentir o gostinho do que estar por vir.


Confira a programação e agende-se:

CONTANDO E APRENDENDO - UM COMPARTILHAR DE CONHECIMENTOS!

O tão aguardado momento chegou! Apresentar “Histórias do Velho Graça” em Buíque, na Biblioteca Municipal Graciliano Ramos, nos trouxe uma sensação eufórica e, ao mesmo tempo, de muita responsabilidade. A emoção de compartilhar histórias na cidade da qual o escritor iniciou sua vida literária, nos permitiu uma reflexão de toda obra e contribuição da mesma para a sociedade.
A participação da Trupe na Jornada Literária Portal do Sertão do SESC/PE (Buíque e Arcoverde) contribuiu significativamente para o grupo, pois vivenciamos em dois dias a literatura dos escritores contemporâneos, a cultura local e o reconhecimento do grupo. Enfim, fortalecemos o trabalho.
Patricia Nemézio

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Jornada Literária Portal do Sertão

“Dá-me licença
Povo de agora
Dá-me licença que eu vou contar
Histórias do Velho Graça
Dá-me licença
Que eu vou...”

É pedindo licença que vamos começar a Contação de Histórias!
Após um ano da montagem da nossa primeira Sessão de Contação de Histórias, percebemos o amadurecimento do grupo e reconhecimento deste trabalho de pesquisa constante, pelo ritmo acelerado de apresentações e convites por aí a fora.
Além de sermos presenteados com o convite para apresentações em Arcoverde e Buíque, aproveitaremos a oportunidade para conhecer a cidade que Graciliano Ramos residiu. Natural de Alagoas, mudou-se aos dois anos de idade com os pais para Fazenda Maniçoba (hoje Fazenda Pintadinha), uma área de 200 hectares, localizada no distrito de São Domingos, a 21 km de Buíque. Esse período da vida do nosso inspirador ficou registrado em trechos do livro Infância.
Então, com muita alegria nossas malas estão prontas, mais uma vez, para apresentar “Histórias do Velho Graça”, no dia 17/10 (sábado), nas cidades de Buíque e Arcoverde, dentro da programação da Jornada Literária Portal do Sertão.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Tecido literário

Tudo pronto para dar continuidade às atividades do dia anterior do encontro sistemático para a pesquisa e desenvolvimento da Trupe Gogó da Ema de Contadores de Histórias do SESC Alagoas.

O momento foi de reflexão. As descobertas, de se escutar e ouvir o outro, também, contando histórias foram paulatinamente aguçadas. De repente, os conceitos de real e fantástico foram tomando conta das linhas das fábulas criadas coletivamente por nós. Interessante é perceber como é tênue a linha que separa a realidade da fantasia. Como disse Luciano Pontes: “A gente sempre escreve partindo do real para o imaginário”.

Percebemos as mudanças nas histórias. A Baleia, uma das personagens trabalhadas pela Trupe, de triste passou a ser engraçada e romântica, depois voltou a ser triste novamente. É interessante como as histórias mudam e assumem outra postura, quando tecidas coletivamente.

Artesanalmente fio a fio as palavras e rimas continuaram a ser tecidas. Criando personagens e novas “realidades”. “Quem é o velho graça? É um Palhaço? Como ele é fisicamente? É um velho? Temos que pensar tudo isso”, disse Luciano.

As poesias e sensações se misturam e o clima fica cada vez mais lúdico durante a criação. “O processo de criação é lento, mas é muito gostoso. É sentar, pensar e produzir”, comenta Angeline.

No mesmo dia, também, aconteceram exercícios vocais. A gravação das histórias criadas pela Trupe movimentou o Estúdio do SESC. Como ressaltou Núbia: “É estranho ouvir nossas vozes gravadas”. Mas é isso, um processo que ao mesmo tempo torna-se proveitoso.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

03 de outubro

Iniciamos mais uma etapa do encontro sistemático para pesquisa e desenvolvimento da Trupe Gogó da Ema de Contadores de Histórias do SESC Alagoas. Desta vez, fomos assessorados, simultaneamente, por Adriana Milet e Luciano Pontes. Direcionamos esse primeiro momento a reflexão de nossa jornada até agora. Colocamo-nos em círculo como que querendo, de forma intuitiva, numa espécie de ritual, fazer nossa energia circular por entre todos, oportunizando uns aos outros filtrar as negatividades que por ventura pudessem ter invadido nosso pensamento e querer do grupo.

Nesse clima, conversamos sobre as últimas apresentações, haja vista terem sido nas cidades maternas de vários de nós, bem como as experiências acumuladas e, assim, aguçamos nossa percepção, permitindo-nos refletir sobre o que pode ser melhor visto para aprimorar o processo criativo, estimular as produções individuais de cada integrante e fazer com que esse desenvolvimento perpasse as barreiras do trabalho em grupo e seja transmitida para nossos alunos, nossos colegas de trabalho, família e no convívio social, tornando cada um de nós um ponto de produção e difusão literária.

Contar histórias tem sido algo motivador e estimulante! Prende quem conta e quem escuta. Com olhos marejados, Mônica falou sobre o amor que sente em fazer parte da Trupe:

“Muitas pessoas me perguntam se minha família reclama, pois às vezes fico muito tempo fora, quando viajo e passo fins de semana me preparando enquanto podia estar com eles. Mas entendem, ficam muito felizes e torcem por cada passo dado com o grupo. Eu sou muito feliz e amo estar na Trupe”.

As palavras de Mônica ecoaram, fazendo-nos refletir sobre o trabalho em grupo, de ser grupo nos encontros, nas apresentações e nos momentos em que não estamos juntos, mantendo um canal de comunicação e troca de informação constante.

Em seguida, fizemos nosso primeiro exercício do dia, assistindo a um trecho (gravado em vídeo) do espetáculo “Boca a Boca”, de Priscila Camargo. Em seguida, discutimos sobre o processo criativo e montagem artística visando aguçar o senso crítico de todos nós.
Dando continuidade a esse processo de sensibilização fizemos a primeira sessão de leitura do dia. Lemos o 5º capítulo do livro “Graciliano Ramos” da série Folha Explica, escrito por Wander Melo Miranda. É um chavão falar que quem lê viaja! Mas foi isso que aconteceu. Viajamos nas nossas lembranças individuais onde cada um se identificou com trechos da história que lemos ao mesmo tempo nos identificávamos com as histórias de vida de Graciliano Ramos, nosso inspirador! E nesse clima gostoso a manhã se encerrou, mas muita coisa ainda estava por vir no segundo momento do dia.

Dando continuidade ao trabalho reunimo-nos na galeria para fazer um exercício de audição e percepção. Ouvimos histórias gravadas, por nós, no encontro anterior. Ouvidos e olhares atentos a cada palavra. Tudo tinha que ser observado para ser discutido em grupo. Muitos assuntos foram abordados: a naturalidade na contação de histórias, os sotaques carregados, o processo de pesquisa de história para aprimorar o acervo individual de cada integrante, entre outros.

“Esse processo facilita na produção textual, pois, a partir daí, quando vamos construir um texto precisamos pensar também na oralidade, em como esse texto será contado posteriormente”, afirmou Luciano Pontes.

Dando seqüência as atividades nos dividimos em dois subgrupos, onde fomos respectivamente assessorados por Luciano Pontes e Adriana Milet. As atividades que foram aplicadas de forma paralela, ao final acabaram se complementando.
Luciano trabalhou a produção textual, a partir da leitura dos textos: “O Menino Graça” e “Baleia”, objetivando utilizá-los referência para produções individuais.

Adriana fez uma contextualização sobre o processo vocal, trabalhando leituras de textos, com o intuito de aprimorar a contação. Em seguida, cada integrante do grupo gravou (no estúdio do SESC Centro) algumas histórias para serem compartilhadas em grupo no próximo encontro.